Nesta quinta-feira, 30, o Centro de Atenção à Criança e ao Adolescente (Ceacad) celebrou seus 18 anos de atuação com uma programação especial, marcada por diversas atividades envolvendo alunos e equipe.
Atualmente, o Ceacad atende 176 crianças e adolescentes, sendo 87 no turno da manhã e 89 no período da tarde, com idades entre 5 e 14 anos. O Centro oferece uma ampla variedade de atividades, como xadrez, boxe, capoeira, karatê, Euterpe Operária, oficinas de matemática e português, artes, esportes e estudos orientados.
De acordo com a coordenadora do Ceacad, Fernanda Torres Lopes de Freitas, o trabalho desenvolvido no Centro vai além do ensino tradicional. “A educação aqui é muito dinâmica e acontece em diversos contextos. Não se resume apenas ao conteúdo escolar regular. A palavra que representa o Ceacad é oportunidade: um espaço que oferece condições para práticas esportivas, estudos orientados e convivência social”, destacou.
Fernanda também ressaltou a importância do projeto ao longo dos anos. “Ficamos muito felizes em comemorar os 18 anos desse projeto, que contribui para transformar a vida de muitas crianças, formando cidadãos pertencentes à sociedade, mais inclusivos e participativos”, afirmou.
Entre as iniciativas desenvolvidas no Centro, destaca-se o projeto de xadrez, conduzido pelo professor Daniel Evangelista Sales, em parceria com a Universidade Federal de Lavras (Ufla). A proposta busca democratizar o acesso ao xadrez, mostrando que a prática não é elitizada, mas sim acessível a todos.
Durante as aulas, além de aprenderem as regras do jogo, os alunos exploram a história do xadrez e são incentivados a criar suas próprias narrativas, atribuindo novos significados às peças. A metodologia valoriza o protagonismo infantil e o aprendizado lúdico, tornando o ensino mais envolvente.
Segundo o professor, o xadrez contribui significativamente para o desenvolvimento cognitivo das crianças, estimulando a atenção, o raciocínio lógico e o tempo de reação. “O xadrez também permite fazer associações com a vida. Assim como no jogo, existem diferentes papéis na sociedade. A partir disso, conseguimos discutir temas como organização social e colaboração de forma acessível às crianças. É um trabalho com muitas vertentes”, explicou.














